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Quais São os Erros de Inglês Mais Comuns por Língua Nativa?

Quais São os Erros de Inglês Mais Comuns por Língua Nativa?

International English Test·11 Jul 2026·12 min de leitura
#common english mistakes#l1 transfer errors#english grammar#language learning#CEFR

Quem aprende inglês comete erros — mas os erros que você comete raramente são aleatórios. Pesquisas em linguística aplicada mostram que os equívocos mais frequentes são diretamente previsíveis a partir da sua língua materna. Um brasileiro e um japonês podem falar algo gramaticalmente errado em inglês, mas vão errar coisas diferentes. Entender quais são os erros de inglês mais comuns por língua nativa é um dos caminhos mais rápidos para se autocorrigir — porque você foca exatamente nos padrões que o seu cérebro tende a reproduzir.

QUICK ANSWER

Os erros de inglês mais comuns por língua nativa são causados pela transferência do L1 — as regras da sua língua materna "vazando" para o inglês. Falantes de português e espanhol abusam dos tempos contínuos; falantes de árabe e chinês omitem artigos; falantes de turco e coreano invertem a ordem das palavras; falantes de russo omitem verbos auxiliares. Identifique o seu padrão e pratique as estruturas específicas com um teste como o B1 Intermediate English Test para medir seu progresso real.

O Que É Transferência do L1 e Por Que Ela Causa Erros em Inglês?

Transferência do L1 é o processo pelo qual um aprendiz aplica inconscientemente as regras gramaticais da sua língua materna (L1) a uma segunda língua. Quando as duas línguas compartilham uma característica — por exemplo, ambas usam a ordem sujeito-verbo-objeto — a transferência é positiva e facilita o aprendizado. Quando elas divergem, a transferência é negativa e produz erros sistemáticos.

Linguistas estudam esse fenômeno desde os anos 1950. O framework CEFR do Conselho da Europa reconhece que aprendizes em todos os níveis carregam padrões de interferência da língua materna, e que um feedback direcionado a esses padrões acelera o progresso.

Os erros abaixo estão agrupados por tipo (artigos, tempos verbais, ordem das palavras, preposições, pronomes) dentro de cada língua. Use a sua própria língua como um checklist — os padrões que você reconhecer são os que precisam de atenção prioritária.

Falantes de Português (e Espanhol): Confusão de Tempos Verbais e Pronomes

O português e o espanhol são línguas próximas, então seus perfis de erro em inglês se sobrepõem bastante. Para quem vive no Brasil e quer trabalhar em multinacionais como Ambev, Itaú BBA, Google Brasil ou se preparar para imigrar para os Estados Unidos, Canadá ou Portugal, esses padrões são especialmente importantes de conhecer.

Erros mais comuns

  • Uso excessivo do tempo contínuo: O português não tem um equivalente exato do presente simples inglês para ações habituais, então o falante diz "I am studying every day" em vez de "I study every day."
  • Dupla negação: Em português, a dupla negação é correta ("Eu não sei nada"), então os aprendizes carregam isso para o inglês: "I don't know nothing" em vez de "I don't know anything."
  • Pronomes de gênero: O português atribui gênero a substantivos inanimados, e às vezes o falante diz "she is a beautiful table" ao falar rápido.
  • Confusão com o verbo "to be": Como o português distingue "ser" e "estar", os aprendizes às vezes tentam reproduzir essa distinção de formas incomuns em inglês, que usa apenas "to be" para os dois casos.

Como corrigir: Pratique explicitamente o presente simples para ações habituais. Treine frases com negação simples até que pareça natural. Se você está se preparando para uma certificação reconhecida, revise o guia de níveis de fluência em inglês para entender quais estruturas de tempo verbal são esperadas em cada faixa do CEFR.

Falantes de Francês: Falsos Cognatos e Verbos Auxiliares

O francês e o inglês compartilham cerca de 30% do vocabulário por raízes normandas e latinas — o que é tanto uma vantagem quanto uma armadilha.

Erros mais comuns

  • Falsos cognatos: "Actuellement" significa "atualmente" em francês, não "actually." Falantes de francês confundem esses pares com frequência (eventuel/eventual, sensible/sensitive).
  • Formação de perguntas: O francês usa inversão ou "est-ce que" para perguntas; os aprendizes omitem o auxiliar: "You like English?" em vez de "Do you like English?"
  • Preposições: As escolhas de preposição em francês raramente correspondem às do inglês. "Dépendre de" vira "depend of" em vez de "depend on."
  • Uso de artigos: O francês usa artigos definidos com substantivos abstratos ("la liberté"), então os falantes dizem "the freedom is important" em vez de "freedom is important."

Como corrigir: Mantenha uma lista pessoal de falsos cognatos do francês. Pratique a formação de perguntas sim/não com o auxiliar "do/does/did" em isolamento antes de incorporá-lo a frases mais longas.

Falantes de Alemão: Ordem das Palavras e Posição do Verbo

O alemão tem uma das arquiteturas de frase mais diferentes do inglês entre as línguas europeias.

Erros mais comuns

  • Verbo no final das orações: Em subordinadas alemãs, o verbo vai para o fim. Os aprendizes escrevem "I know that he yesterday the report finished" em vez de "I know that he finished the report yesterday."
  • Verbos separáveis: O alemão separa o prefixo verbal ao longo da frase; os aprendizes às vezes dividem verbos ingleses desnecessariamente.
  • Letras maiúsculas em substantivos: O alemão capitaliza todos os substantivos; aprendizes iniciantes podem escrever "The Table" ou "My English Teacher."
  • Preposições com casos gramaticais: As preposições alemãs regem casos gramaticais que não têm equivalente em inglês, gerando erros sistemáticos de substituição.

Como corrigir: Pratique a ordem das palavras em orações subordinadas em inglês como um padrão fixo: sujeito + verbo + objeto + tempo/lugar. O artigo sobre as línguas mais fáceis de aprender para falantes de inglês oferece contexto útil sobre por que inglês e alemão, apesar de serem línguas aparentadas, divergem tanto na sintaxe.

Falantes de Árabe: Artigos, Gênero e Vocabulário

O árabe é uma língua semítica sem relação genética com o inglês, o que significa que a distância estrutural — e os erros de transferência — são significativos.

Erros mais comuns

  • Artigos ausentes: O árabe usa um único artigo definido ("al-") e nenhum artigo indefinido. Os falantes dizem "I bought car" ou "She is teacher" em vez de "I bought a car" e "She is a teacher."
  • Pronomes de gênero para objetos: O árabe atribui gênero a objetos inanimados, então os falantes às vezes usam "he" ou "she" ao se referirem a coisas.
  • Omissão do verbo "to be" no presente: O árabe padrão não exige o verbo "to be" no tempo presente. Os aprendizes escrevem "She happy" em vez de "She is happy."
  • Grupos consonantais: A fonologia árabe não permite muitos grupos consonantais do inglês, levando à inserção de vogais: "sport" vira "isport."

Como corrigir: Trate o sistema de artigos do inglês como um módulo gramatical separado e estude-o com intensidade. Usar a/an para primeira menção e the para referência conhecida é a regra central; pratique com frases em fichas de estudo.

Falantes de Turco: Ordem SOV e Aglutinação

O turco é uma língua Sujeito-Objeto-Verbo (SOV), o que significa que o verbo vem por último. O inglês é Sujeito-Verbo-Objeto (SVO). Essa única diferença, por si só, gera dezenas de erros em inglês.

Erros mais comuns

  • Verbo no final: "I the book read" em vez de "I read the book."
  • Posposições em vez de preposições: O turco usa sufixos e posposições, então os aprendizes às vezes colocam palavras semelhantes a preposições após os substantivos.
  • Ausência de artigos: Assim como os falantes de árabe, os aprendizes turcos omitem sistematicamente "a", "an" e "the."
  • Confusão com sufixos de tempo: O turco tem um rico sistema de sufixos para tempo e aspecto; os aprendizes às vezes evitam verbos auxiliares em inglês porque parecem redundantes.

Falantes de Russo: Artigos e o Verbo "To Be"

O russo não tem artigos gramaticais e omite a forma de presente do verbo "to be", gerando dois dos tipos de erro mais frequentes na escrita de aprendizes russos.

Erros mais comuns

  • Omissão de artigos: "She is student at university" em vez de "She is a student at a university."
  • Omissão do verbo "to be": "He very tired" em vez de "He is very tired."
  • Escolha errada de preposições: As preposições russas regem casos gramaticais sem equivalente em inglês, gerando erros como "I am interested from linguistics" em vez de "interested in."
  • Confusão de aspecto: Os verbos russos codificam aspecto perfectivo/imperfectivo; os aprendizes têm dificuldade em mapear isso para os tempos perfeito e simples do inglês.

Falantes de Chinês, Japonês e Coreano: Padrões Comuns, Detalhes Diferentes

Essas três línguas compartilham várias características tipológicas que produzem erros de inglês sobrepostos, mas distintos.

Tipos de erro compartilhados entre aprendizes de CJK

Tipo de erroFalantes de chinêsFalantes de japonêsFalantes de coreano
Omissão de artigosMuito frequenteFrequenteFrequente
Omissão do plural -sMuito frequenteModeradoModerado
Ordem SOVModeradoFrequenteFrequente
Omissão do sujeitoFrequenteFrequenteFrequente
Posição de orações relativasModeradoFrequenteFrequente
  • Artigos: Nenhuma das três línguas tem um sistema de artigos gramaticais, então "a", "an" e "the" são consistentemente omitidos ou usados de forma errada.
  • Ordem das palavras em orações relativas: As três colocam orações relativas antes do substantivo que modificam. Os aprendizes dizem "the yesterday bought book" em vez de "the book I bought yesterday."
  • Omissão do sujeito: Essas línguas permitem — ou até preferem — omitir o sujeito quando ele é claro pelo contexto. Os aprendizes escrevem "Is very difficult" em vez de "It is very difficult."
  • Marcação de plural: Chinês, japonês e coreano não flexionam substantivos para número. "Three student" em vez de "three students" é um erro típico, especialmente na escrita informal.

Padrões que Aparecem em Todas as Línguas

Apesar das diferenças acima, vários tipos de erro aparecem em praticamente todos os perfis linguísticos:

  • Preposições: As colocações de preposição em inglês (interested in, good at, afraid of) são em grande parte arbitrárias. Todo aprendiz precisa memorizá-las.
  • Verbos irregulares: Nenhuma língua te prepara para "go → went" ou "teach → taught." Listas de frequência ajudam; a prática repetida é inevitável.
  • Substantivos contáveis vs. incontáveis: "Informations", "advices", "furnitures" são extremamente comuns em todos os perfis linguísticos, porque muitas línguas tratam esses substantivos como contáveis.
  • Colocações: "Do homework" vs. "make a mistake" — a escolha do verbo é idiomática e precisa ser aprendida como um bloco fixo.

Para quem busca uma certificação profissional ou acadêmica — seja para entrar em um MBA no exterior, conseguir uma vaga em multinacional no Brasil ou solicitar visto de trabalho nos EUA ou no Canadá — esses erros entre línguas são exatamente as estruturas avaliadas em testes estruturados de inglês. Nosso guia completo sobre opções de certificado de inglês explica o que cada nível do CEFR exige em termos de gramática e vocabulário.

Como Usar Esse Conhecimento para Evoluir Mais Rápido

Conhecer o seu perfil de erros prováveis só é útil se você agir com base nisso. Aqui está um processo prático em quatro etapas:

  1. Identifique os seus três principais tipos de erro a partir da seção acima que corresponde à sua língua materna.
  2. Crie um registro de erros direcionado. Cada vez que escrever em inglês, acompanhe as frases onde usou artigos, preposições ou ordem das palavras — as três zonas de maior frequência de erros por transferência.
  3. Pratique em contexto, não em isolamento. Exercícios gramaticais ajudam, mas os erros desaparecem mais rápido quando você pratica em frases e parágrafos completos e recebe feedback corretivo.
  4. Teste-se formalmente. Um teste cronometrado e estruturado revela os erros que só aparecem sob pressão — exatamente as condições que importam para a comunicação real. O B1 Intermediate English Test cobre as principais áreas gramaticais onde os erros de transferência do L1 se concentram e fornece uma pontuação referenciada no CEFR.

Se você já está no nível intermediário avançado, a análise no nosso artigo sobre erros de inglês no nível B2 e como corrigi-los cobre os erros de transferência mais sutis que persistem após o B1 — os que impedem falantes fluentes de soarem verdadeiramente naturais.

Para uma visão mais ampla de como o conhecimento gramatical se mapeia para os requisitos profissionais, o panorama de proficiência em inglês explica o que empregadores e universidades esperam em cada faixa do CEFR.

Conclusão

Entender os erros de inglês mais comuns por língua nativa transforma uma prática dispersa em um estudo preciso e eficiente. Os pontos principais:

  • A transferência do L1 é sistemática, não aleatória — a sua língua materna prevê o seu perfil de erros com uma precisão surpreendente.
  • Artigos, preposições e ordem das palavras são as três zonas onde os erros de transferência se concentram, independentemente da língua de origem.
  • Falantes de português e espanhol: revise o uso dos tempos verbais, especialmente presente simples vs. contínuo.
  • Falantes de árabe, turco, chinês, japonês, coreano e russo: trate o sistema de artigos do inglês como um módulo prioritário.
  • Falantes de alemão e francês: foque na ordem das palavras em orações subordinadas e na formação de verbos auxiliares.
  • Um teste formal referenciado ao CEFR — como o teste gratuito de nível de inglês — transforma a sua consciência desses padrões em uma pontuação concreta e um próximo passo claro.

Saber onde você tem mais chance de errar é o primeiro — e mais importante — passo para acertar.

Perguntas frequentes

Os erros mais comuns para falantes de português incluem o uso excessivo dos tempos contínuos (dizer 'I am studying every day' em vez de 'I study every day'), a dupla negação ('I don't know nothing'), a confusão com o verbo 'to be' (por causa da distinção entre ser e estar), e erros com preposições. Esses padrões surgem da transferência do L1 — o cérebro aplica as regras do português ao inglês.
Transferência do L1 (também chamada de interferência da língua materna) é o processo pelo qual os aprendizes aplicam inconscientemente as regras gramaticais, padrões de pronúncia ou convenções de ordem das palavras da sua língua nativa ao novo idioma que estão aprendendo. É uma das fontes mais documentadas de erros sistemáticos em inglês.
Sim. Falantes de português geralmente têm dificuldade com tempos verbais (presente simples vs. contínuo), dupla negação e pronomes de gênero. Já falantes de chinês omitem artigos com muito mais frequência, deixam de usar o plural e colocam expressões de tempo no início da frase. Cada língua gera um conjunto previsível de erros de transferência, porque as diferenças estruturais entre o inglês e a língua materna do aprendiz são únicas.
Faça um teste estruturado de inglês que avalie gramática, vocabulário e escrita em contexto. O International English Test B1 Intermediate, por exemplo, cobre as estruturas gramaticais onde os erros de transferência aparecem com mais frequência — artigos, tempos verbais, preposições e estrutura de frases — e fornece uma pontuação alinhada ao CEFR que mostra exatamente onde focar os estudos.
A maioria dos erros sistemáticos de transferência do L1 reduz significativamente no nível B2 (intermediário avançado) e praticamente desaparece no C1 (avançado). Abaixo do B2, os aprendizes ainda estão consolidando a gramática central, então a interferência da língua materna continua frequente. Uma correção de erros direcionada ao seu perfil linguístico pode acelerar o progresso pelo B1 e a entrada no B2.
International English Test

Equipe editorial da International English Test

Membro associado da ALTE · Avaliação de inglês do Reino Unido · Desde 2023

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